segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mais do mesmo

L'accent grave


Le professeur
Elève Hamlet !

L'élève Hamlet (sursautant)
... Hein... Quoi... Pardon... Qu'est-ce qui se passe... Qu'est-ce qu'il y a... Qu'est-ce que c'est ?...

Le professeur (mécontent)
Vous ne pouvez pas répondre "présent" comme tout le monde ? Pas possible, vous êtes encore dans les nuages.

L'élève Hamlet
Etre ou ne pas être dans les nuages !

Le professeur
Suffit. Pas tant de manières. Et conjuguez-moi le verbe être, comme tout le monde, c'est tout ce que je vous demande.

L'élève Hamlet
To be...

Le professeur
En français, s'il vous plaît, comme tout le monde.

L'élève Hamlet
Bien monsieur. (Il conjugue :)
Je suis ou je ne suis pas
Tu es ou tu n'es pas
Il est ou il n'est pas
Nous sommes ou nous ne sommes pas...

Le professeur (excessivement mécontent)
Mais c'est vous qui n'y êtes pas, mon pauvre ami !

L'élève Hamlet
C'est exact, monsieur le professeur,
Je suis "où" je ne suis pas
Et, dans le fond, hein, à la réflexion,
Etre "où" ne pas être
C'est peut-être aussi la question.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cet amour

Cet amour

Si violent

Si fragile

Si tendre


Si désespéré


Cet amour


Beau comme le jour


Et mauvais comme le temps


Quand le temps est mauvais


Cet amour si vrai


Cet amour si beau


Si heureux


Si joyeux


Et si dérisoire


Tremblant de peur comme un enfant dans le noir


Et si sûr de lui


Comme un homme tranquille au millieu de la nuit


Cet amour qu faisait peur aux autres


Qui les faisait parler


Qui les faisait blêmir


Cet amour guetté


Parce que nous le guettions


Traqué blessé piétiné achevé nié oublié


Parce que nous l’avons traqué blessé piétiné achevé nié oublié


Cet amour tout entier


Si vivant encore


Et tout ensoleillé


C’est le tien


C’est le mien


Celui qui a été


Cette chose toujours nouvelle


Et qui n’a pas changé


Aussi vrai qu’une plante


Aussi tremblante qu’un oiseau


Aussi chaude aussi vivant que l’été


Nous pouvons tous les deux


Aller et revenir


Nous pouvons oublier


Et puis nous rendormir


Nous réveiller souffrir vieillir


Nous endormir encore


Rêver à la mort,


Nous éveiller sourire et rire


Et rajeunir


Notre amour reste là


Têtu comme une bourrique


Vivant comme le désir


Cruel comme la mémoire


Bête comme les regrets


Tendre comme le souvenir


Froid comme le marble


Beau comme le jour


Fragile comme un enfant


Il nous regarde en souriant


Et il nous parle sans rien dire


Et moi je l’écoute en tremblant


Et je crie


Je crie pour toi


Je crie pour moi


Je te supplie


Pour toi pour moi et pour tous ceux qui s’aiment


Et qui se sont aimés


Oui je lui crie


Pour toi pour moi et pour tous les autres


Que je ne connais pas


Reste là


Lá où tu es


Lá où tu étais autrefois


Reste là


Ne bouge pas


Ne t’en va pas


Nous qui sommes aimés


Nous t’avons oublié


Toi ne nous oublie pas


Nous n’avions que toi sur la terre


Ne nous laisse pas devenir froids


Beaucoup plus loin toujours


Et n’importe où


Donne-nous signe de vie


Beaucoup plus tard au coin d’un bois


Dans la forêt de la mémoire


Surgis soudain


Tends-nous la main


Et sauve-nous.








Prévert...pq os aquarianos se entendem.

domingo, 9 de novembro de 2008

SumPaulu

No país do futebol, as estações de metrô homenageiam times! Corinthians-Itaquera é sabido. E o senhor todo orgulhoso pediu pro neto colocar o hino do time como toque de celular. Aí o Pelé foi lá inaugurar o “Santos” da Santos-Imigrantes. Mas a serra a gente não desce de metrô e a Vila Belmiro tá a 70km de distância! Você sabia que a Barra Funda é Palmeiras-Barra Funda? Vão pintar de verde também? Minha amiga cai em SP na estação Tietê. Você tá onde? Onde? Portuguesa? Ah, na placa da escrito Portuguesa-Tietê?! Hum, também não sou daqui....(boa desculpa!)

No país da piada pronta, a avenida Paulista é que nem casamento: começa no Paraíso e acaba na Consolação! Essa nem é tão ruim, vai?! O Brigadeiro ta no meio pra adoçar, e as Clínicas como rehab se nada te consolar!

Com tanto problema, só apelando pra santo. Em um país onde todo mundo (de branco) joga flor no mar no fim do ano, vai na missa por compaixão, exclama “NOSSA SENHORA!”- de Fátima- Sumaré ( E “JESUS!”, “MEU PAI DO CÉU!” “AVE MARIA!”etc) para expressar surpresa, espanto, desprezo...só apelando pra santo. E SÃO PAULO apela mesmo: Santo Amaro, Santa Cecília, São Bento, São Judas, Santa Cruz, São Joaquim, Santana...

Tem festinha na escola das crianças dia 19 de abril, mas depois elas crescem e queimam índio (“mas é que parecia mendigo, poxa!”). Anhangabaú, Jabaquara...

Pedro II, Tiradentes, Marechal Deodoro, Alto do Ipiranga e República. Nossa história é nome de ruas em qualquer canto do país.

Praça da Árvore lembra cidade pequena. Vila das Belezas, Tatu a pé ... simpático.
Mas o que paulista quer mesmo é ter Saúde, Esperança, Luz, Liberdade e...um Carrão. Sensacional!

:)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

S. Beckett

" Existe certo clima moral e certo calendário sentimental cujo instrumento de medida não é solar, mas cardíaco. Para esquecer Albertine, ele deve- como um homem acometido de hemiplegia- esquecer as estações, as estações que foram deles e, como uma criança, reaprendê-las de novo."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do professor

Homenagem mais do que justa:

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL800062-5604,00-NO+CEARA+PROFESSORA+BUSCA+OS+ALUNOS+EM+CASA+DE+BICICLETA.html



E quanto é mesmo que o Ronaldinho ganha pra nem sequer jogar bola direito?
E quanto é mesmo que tinha na cueca daquele político?

Ahhhhhhhhhhhhh tá!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Tenho mesmo que dizer por que Machado de Assis é único?

"Inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma cousa única. Imagina tu, leitor, uma reducção dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das cousas. Tal era o espectáculo, acerbo e curioso espectáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, -- flagelos e delícias,-- desde essa cousa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeiava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria deante da fatalidade das cousas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, -- nada menos que a quimera da felicidade,-- ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárneo, e sumia-se, como uma ilusão.

Ao contemplar tanta calamidade, não pude reter um grito de angústia, que Natureza ou Pandora escutou sem protestar nem rir; e não sei por que lei de transtorno cerebral, fui eu que me pus a rir, -- de um riso descompassado e idiota.

-- Tens razão, disse eu, a cousa é divertida e vale a pena, -- talvez monótona -- mas vale a pena."



Memórias Póstumas de Brás Cubas

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

La liste

Aller à un concert
Repeindre ma chambre en vert
Boire de la vodka
Aller chez Ikea
Mettre un décolleté
Louer un meublé
Et puis tout massacrer
Pleurer pour un rien
Acheter un chien
Faire semblant d'avoir mal
Et mettre les voiles
Fumer beaucoup trop
Prendre le métro
Et te prendre en photo
Jeter tout par les fenêtres
T'aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu'à ça
Est ce que ça te déçoit ?
J'ai rien trouvé de mieux à faire
Et ça peut paraître bien ordinaire
Et c'est la liste des choses que je veux faire avec toi

Te faire mourir de rire
Aspirer tes soupirs
M'enfermer tout le jour
Ecrire des mots d'amour
Boire mon café noir
Me lever en retard
Pleurer sur un trottoir
Me serrer sur ton coeur
Pardonner tes erreurs
Jouer de la guitare
Danser sur un comptoir
Remplir un caddie
Avoir une petite fille
Et passer mon permis
Jeter tout par les fenêtres
T'aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu'à ça
Est ce que ça te déçoit ?
J'ai rien trouvé de mieux à faire
Et ça peut paraître bien ordinaire
Et c'est la liste des choses que je veux faire avec toi


Je sais je suis trop naïve
De dresser la liste non exhaustive
De toutes ces choses que je voudrais faire avec toi
T'embrasser partout
S'aimer quand on est saouls
Regarder les infos
Et fumer toujours trop
Eveiller tes soupçons
Te demander pardon
Et te traiter de con
Avoir un peu de spleen
Ecouter Janis Joplin
Te regarder dormir
Me regarder guérir
Faire du vélo à deux
Se dire qu'on est heureux
Emmerder les envieux.

domingo, 3 de agosto de 2008

Vírgula

Com essa história de reforma ortográfica, as pessoas começam a se confundir e discutir pontos que não fazem o menor sentido. Por exemplo, a coitada da vírgula, que tem um cargo de grande responsabilidade, mas vira e mexe é tratada como estagiária.

Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).


Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária:
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis...
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões....
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.




>>>> E ainda tem uma brincadeirinha:

'*SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.'*

Se você for* mulher*, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for* homem*, colocou a vírgula
depois de TEM.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mme. DURAS

Le Coupeur d'eau


C’était un jour d’été, il y a quelques années, dans un village de l’est de la France, trois ans peut-être, ou quatre ans, l’après-midi. Un employé des Eaux est venu couper l’eau chez des gens qui étaient un peu à part, un peu différents des autres, disons, arriérés. Ils habitaient une gare désaffectée- le T.G.V. passait dans la région- que la commune leur avait laissé. L’homme faisait des petits travaux chez les gens du village. Et ils devaient avoir des secours de la mairie. Ils avaient deux enfants, de quatre ans et d’un an et demi.

Devant leur maison, très près, passait cette ligne du T.G.V. C’étaient des gens qui ne pouvaient pas payer leur note de gaz ni d’électricité, ni d’eau. Ils vivaient dans une grande pauvreté. Et un jour, un homme est venu pour couper l’eau dans la gare qu’ils habitaient. Il a vu la femme, silencieuse. Le mari n’était pas là. La femme un peu arriérée avec un enfant de quatre ans et un petit enfant d’un an et demi. L’employé était un homme apparemment comme tous les hommes. Cet homme je l’ai appelé le Coupeur d’eau. Il a vu que c’était le plein été. Il savait que c’était un été très chaud puisqu’il le vivait. Il a vu l’enfant d’un an et demi. On lui avait ordonné de couper l’eau, il l’a fait. Il a respecté son emploi du temps : il a coupé l’eau. Il a laissé la femme sans eau aucune pour baigner les enfants, pour leur donner à boire.

Le soir même, cette femme et son mari ont pris les deux enfants avec eux et sont allés se coucher sur les rails du T.G.V. qui passait devant la gare désaffectée. Ils sont morts ensemble. Cent mètres à faire. Se coucher. Faire tenir les enfants tranquilles. Les endormir peut-être avec des chansons. Le train s’est arrêté dit-on. Voilà, c’est ça l’histoire.

L’employé a parlé. Il a dit qu’il était venu couper l’eau. Il n’a pas dit qu’il avait vu l’enfant, que l’enfant était là avec sa mère. Il a dit qu’elle ne s’était pas défendue, qu’elle ne lui avait pas demandé de laisser l’eau. C’est ça qu’on sait.

Je prends ce récit que je viens de faire et tout d’un coup, j’entends ma voix –Elle n’a rien fait, elle ne s’est pas défendue – C’est ça. On doit le savoir par l’employé des Eaux. Il n’avait pas de raison de ne pas le faire puisqu’elle ne lui a pas demandé de ne pas le faire. Est-ce que c’est ça qu’il faut comprendre ? C’est une histoire qui rend fou.

Je continue. J’essaye de voir. Elle n’a pas dit à l’employé des Eaux qu’il y avait le deux enfants, puisqu’il les voyait, les deux enfants, ni que l’été était chaud, puisqu’il y était, dans l’été chaud. Elle a laissé partir le Coupeur d’eau. Elle est restée seule avec les enfants, un moment, et puis elle est allée au village. Elle est allée dans un bistrot qu’elle connaissait. Dans ce bistrot, on ne sait pas ce qu’elle a dit à la patronne. Je ne sais pas ce qu’elle a dit. Je ne sais pas si la patronne a parlé. Ce qu’on sait, c’est qu’elle n’a pas parlé de la mort. Peut-être lui a-t-elle raconté l’histoire mais elle ne lui a pas dit qu’elle voulait se tuer, tuer ses enfants et son mari et elle-même.

Les journalistes ne sachant pas ce qu’elle avait dit à la patronne du café n’ont pas signalé cet événement. J’entends par « événement » cet instant-là, quand cette est partie de chez elle avec ses deux enfants, après qu’elle eut décidé de la mort de toute la famille, dans un but qu’on ignore, de faire quelque chose, de dire quelque chose, qu’elle avait à faire ou à dire avant de mourir.
Là, je rétablis le silence de l’histoire, entre le moment de la coupure d’eau et le moment où elle est revenue du café. C’est-à-dire que je rétablis la littérature avec son silence profond. C’est ce qui me fait avancer ; c’est ce qui me fait pénétrer dans l’histoire, sans ça, je reste en dehors. Elle aurait pu attendre son mari et lui annoncer la nouvelle de la mort qu’elle avait décidée. Mais non. Elle est allée au village, là-bas, dans ce bistrot.


Si cette femme s’était expliquée, ça ne m’aurait pas intéressée. Christine Villemin qui n’est pas capable deux phrases, elle me passionne, parce qu’elle a ce que cette femme a aussi : la violence insondable. Il y a une conduite instinctive qu’on peut essayer d’explorer, qu’on peut rendre au silence. Rendre au silence une conduite masculine est beaucoup plus difficile, beaucoup plus faux, parce que les hommes, ce n’est pas le silence. Dans les temps anciens, dans les temps reculés, depuis des millénaires, le silence, c’est les femmes. Donc la littérature c’est les femmes. Qu’on y parle d’elles ou qu’elles la fassent, c’est elles.

Donc, cette femme dont on croyait qu’elle ne parlerait pas parce qu’elle ne parlait jamais, elle a dû parler. Elle n’a pas dû parler de sa décision. Non. Elle a dû dire une chose en remplacement de ça, de sa décision et qui, pour elle, en était l’équivalent et qui en resterait l’équivalent pour tous les gens qui apprendraient l’histoire. Peut-être est-ce une phrase sur la chaleur. Elle serait devenue sacrée.

C’est dans ces moments-là que le langage atteint son pouvoir ultime. Quoi qu’elle ai dit à la patronne du bistrot, ses paroles disaient tout. Ces trois mots, les derniers qui précédaient la mise en œuvre de la mort étaient l’équivalent du silence de ces gens pendant leur vie. Ces paroles personne ne les a retenues.

Ca se passe tous les jours comme ça dans la vie, au moment d’un départ, d’une mort, d’un suicide que les gens ne soupçonnent pas. Les gens oublient ce qui a été dit, ce qui a précédé et aurait dû les alerter.


Ils sont allés tous les quatre se coucher sur les rails du T.G.V. devant la gare, chacun un enfant dans les bras, et ils ont attendu le train. Le coupeur d’au n’a eu aucun ennui.

J’ajoute à l’histoire du Coupeur d’eau, que cette femme, -qu’on disait arriérée- savait quand même quelque chose de façon définitive : c’est qu’elle ne pourrait jamais plus, de même qu’elle n’avait jamais pu compter sur quelqu’un pour la sortir de là où elle était avec sa famille. Qu’elle était abandonnée par tous, par toute la société et qu’il ne lui restait qu’une chose à faire, c’était de mourir. Elle le savait. C’est une connaissance terrible, très grave, très profonde qu’elle avait. Donc, même sur l’arriérisme de cette femme, à partir de ce suicide, il faudrait revenir, si on parlait d’elle une fois, ce qu’on ne fera jamais.

C’est sans doute ici pour la dernière fois, que sa mémoire est évoquée. J’allais dire son nom, mais je ne le connais pas. L’affaire a été classée.

Reste dans la tête la soif fraîche et vive d’un enfant dans l’été trop chaud à quelques heures de la mort et la marche en rond de la jeune mère arriérée attendant l’heure.





« La Vie matérielle », POL, 1987.